<rss version="2.0" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"><channel><title>pinos – Blog 360TT</title><link>https://blog.360tt.com.br/tags/pinos/</link><description>Desmistificando o tênis de mesa: o que se vê por aí é só a ponta do iceberg. Aqui, materiais, técnica, treino e tática explicados com método.</description><generator>Hugo -- gohugo.io</generator><language>pt-BR</language><lastBuildDate>Fri, 17 Oct 2025 20:38:00 -0300</lastBuildDate><atom:link href="https://blog.360tt.com.br/tags/pinos/index.xml" rel="self" type="application/rss+xml"/><item><title>Da Fita VHS à 'Pancadaria': Uma Reflexão Sobre o Tênis de Mesa Atual</title><link>https://blog.360tt.com.br/2025/10/17/da-fita-vhs-a-pancadaria-uma-reflexao-sobre-o-tenis-de-mesa-atual/</link><pubDate>Fri, 17 Oct 2025 20:38:00 -0300</pubDate><guid>https://blog.360tt.com.br/2025/10/17/da-fita-vhs-a-pancadaria-uma-reflexao-sobre-o-tenis-de-mesa-atual/</guid><description>
&lt;p&gt;Já tem um tempo que assistir jogos não é tão divertido como já foi. Explico: parei de jogar em 1995 ou 96, nem lembro direito. Nessa época, para assistirmos um jogo recente, esperávamos meses até chegar uma &lt;strong&gt;FITA VHS&lt;/strong&gt; (pergunte ao seu pai ou avô o que é&amp;hellip; rs) que vinha da Europa ou Ásia. Assim foi no mundial de 1995, vencido pelo chinês Kong Linghui, que, para nós, era um total desconhecido. Fui ver o jogo no início de 1996, quando tive acesso a uma fita com a final, jogo completo, sem highlights, comentários em idioma desconhecido, sem legenda e com imagem bem mediana.&lt;/p&gt;
&lt;h2 id="do-vhs-ao-ao-vivo"&gt;Do VHS ao ao vivo&lt;a href="#do-vhs-ao-ao-vivo" class="subheading-anchor" aria-label="Link permanente para esta seção"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/h2&gt;&lt;p&gt;Voltando para 2025, hoje assistimos uma final de mundial &lt;strong&gt;AO VIVO, em altíssima resolução&lt;/strong&gt;, com placar eletrônico na tela, replay e até um VAR chamado de TTR. Junto com essas ótimas evoluções, vieram também mudanças no jogo para ser mais &amp;ldquo;televisivo&amp;rdquo;. Desde a proibição da cola rápida e a mudança para a bola de ABS 40+, &lt;strong&gt;o jogo mudou muito&lt;/strong&gt;. Antes, era muito mais saque e terceira bola; hoje, temos muito mais trocas. Isso é legal pra televisão, mas agora o jogo é &lt;strong&gt;muito mais físico&lt;/strong&gt;, o jogador precisa ser muito mais atlético e, com isso, brincamos que é &lt;strong&gt;só pancadaria&lt;/strong&gt;. Não se trata de desmerecer o nível atlético impressionante dos jogadores de hoje, mas sim de uma preferência pessoal. Com a aposentadoria do Xu Xin, sobrou uns poucos malucos, como Simon Gauzy, fazendo jogos interessantes e com criatividade.&lt;/p&gt;
&lt;h2 id="o-fim-dos-caneteiros-puros"&gt;O fim dos caneteiros puros&lt;a href="#o-fim-dos-caneteiros-puros" class="subheading-anchor" aria-label="Link permanente para esta seção"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/h2&gt;&lt;p&gt;Essas mudanças &lt;strong&gt;mataram os caneteiros puros&lt;/strong&gt; (uma borracha). Kateiros no masculino têm pouquíssimas chances no alto nível, onde já tivemos um vice-campeão mundial nesse estilo. Caneta de pino curto como os antigos chineses, impensável. A bola 40+, mais pesada e lenta, retirou parte da velocidade e do &amp;ldquo;veneno&amp;rdquo; dos pinos, exigindo uma força física que desequilibra a equação para esses estilos. E isso tornou o jogo meio igual: saque, pancada e mais pancada. É legal? É, mas admiro mais a &lt;strong&gt;pluralidade criativa do que a força pura&lt;/strong&gt;. Aí, ficou meio desinteressante.&lt;/p&gt;
&lt;h2 id="o-feminino-ainda-tem-criatividade"&gt;O feminino ainda tem criatividade&lt;a href="#o-feminino-ainda-tem-criatividade" class="subheading-anchor" aria-label="Link permanente para esta seção"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/h2&gt;&lt;p&gt;Por outro lado, já tem um tempo que tenho preferido assistir aos jogos do feminino. Kateiras ainda performam muito bem. Temos a &amp;ldquo;tiazinha&amp;rdquo; do pino &lt;strong&gt;Ni Xia Lian&lt;/strong&gt; com mais de 60 anos fazendo estrago; a norte-coreana &lt;strong&gt;Kim Kum-yong&lt;/strong&gt; com um &lt;strong&gt;pino longo no back&lt;/strong&gt; de estilo absurdamente eficiente; a alemã &lt;strong&gt;Sabine Winter&lt;/strong&gt;, que trocou a borracha do back por um &lt;strong&gt;anti-spin&lt;/strong&gt; e tem feito jogos memoráveis; fora as indianas e seus pinos banhados no Rio Ganges (créditos ao Marcelo Hilário&amp;hellip; rs). Não posso deixar de citar &lt;strong&gt;Adriana Diaz&lt;/strong&gt; de Porto Rico, que parece fazer mágica na mesa, e a incrível chinesa &lt;strong&gt;Sun Yingsha&lt;/strong&gt;. Mesmo com equipamentos convencionais, é muito legal assistir seus jogos.&lt;/p&gt;
&lt;h2 id="no-fim-das-contas"&gt;No fim das contas&lt;a href="#no-fim-das-contas" class="subheading-anchor" aria-label="Link permanente para esta seção"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/h2&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Resumindo, está chato assistir jogos do masculino, e muito legal assistir jogos do feminino.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Agora quero ouvir você:&lt;/strong&gt; concorda comigo? Qual estilo de jogo você mais gosta de assistir hoje? Conta aqui nos comentários.&lt;/p&gt;</description></item></channel></rss>