<rss version="2.0" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"><channel><title>brasil – Blog 360TT</title><link>https://blog.360tt.com.br/tags/brasil/</link><description>Desmistificando o tênis de mesa: o que se vê por aí é só a ponta do iceberg. Aqui, materiais, técnica, treino e tática explicados com método.</description><generator>Hugo -- gohugo.io</generator><language>pt-BR</language><lastBuildDate>Sun, 07 Jun 2026 22:40:00 -0300</lastBuildDate><atom:link href="https://blog.360tt.com.br/tags/brasil/index.xml" rel="self" type="application/rss+xml"/><item><title>E se o Tênis de Mesa no Brasil Tivesse o Ranking do USATT?</title><link>https://blog.360tt.com.br/2026/06/07/tm-no-brasil-ranking-do-usatt/</link><pubDate>Sun, 07 Jun 2026 22:40:00 -0300</pubDate><guid>https://blog.360tt.com.br/2026/06/07/tm-no-brasil-ranking-do-usatt/</guid><description>
&lt;p&gt;Se você frequenta torneios de tênis de mesa no Brasil, com certeza já ouviu — ou participou de — uma discussão acalorada sobre o nível real dos atletas. Quem nunca viu um jogador inscrito em uma categoria teoricamente mais baixa surpreender todo mundo e levar o título, enquanto atletas de estados diferentes encontram abismos técnicos mesmo estando na mesma divisão?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No Brasil, a organização técnica do nosso esporte é ditada pelo Manual da CBTM, que estrutura o Rating Nacional em &amp;ldquo;gavetas&amp;rdquo; estáticas de letras. Mas no circuito norte-americano, a realidade cultural é completamente diferente graças ao modelo do USATT (USA Table Tennis). Lá, os mesatenistas não dizem que jogam no &amp;ldquo;Absoluto C&amp;rdquo; ou na &amp;ldquo;Série Bronze&amp;rdquo;; eles se apresentam com orgulho pelo seu número exato de força técnica. Você simplesmente ouve: &amp;ldquo;Prazer, sou um jogador 1650&amp;rdquo; ou &amp;ldquo;Estou treinando para passar dos 1900&amp;rdquo;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Como técnico, gosto de analisar sistemas que impulsionam a evolução. Por isso, convido você a pensar: o que aconteceria se o Brasil adotasse um sistema de pontuação viva como o americano?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nos Estados Unidos, o rating não é apenas uma classificação em um papel; ele dita com quem você treina, quais mesas pode desafiar nos clubes e define sua evolução ponto a ponto.&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;TL;DR:&lt;/strong&gt; no Brasil, o rating da CBTM usa &lt;a href="#o-cen%c3%a1rio-atual-como-funciona-o-rating-no-brasil-cbtm-2026"&gt;letras e faixas fixas de pontos&lt;/a&gt;, e o peso do torneio conta mais que a regularidade. No &lt;a href="#o-modelo-usatt-o-algoritmo-da-pontua%c3%a7%c3%a3o-viva"&gt;modelo USATT&lt;/a&gt;, o rating é um número que muda a cada partida: a zebra rende muitos pontos e o favorito que vence não ganha nenhum. Essa pontuação viva daria uma &lt;a href="#o-impacto-psicol%c3%b3gico-uma-linha-de-progress%c3%a3o-mais-l%c3%b3gica"&gt;meta clara de evolução&lt;/a&gt;, como o handicap do golfe. Mas, &lt;a href="#independente-do-sistema-a-evolu%c3%a7%c3%a3o-%c3%a9-na-mesa"&gt;seja qual for o sistema&lt;/a&gt;, quem evolui é quem treina e estuda o jogo.&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;h2 id="o-cenário-atual-como-funciona-o-rating-no-brasil-cbtm-2026"&gt;O cenário atual: como funciona o rating no Brasil (CBTM 2026)&lt;a href="#o-cen%c3%a1rio-atual-como-funciona-o-rating-no-brasil-cbtm-2026" class="subheading-anchor" aria-label="Link permanente para esta seção"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/h2&gt;&lt;p&gt;Para fazermos um paralelo justo, precisamos primeiro entender com precisão o nosso sistema atual. O regulamento oficial da CBTM organiza os atletas por nível técnico através de faixas de pontos fixas. No masculino, por exemplo, o Rating A engloba quem tem a partir de 3.300 pontos, o Rating B vai de 2.800 a 3.299, descendo as letras do alfabeto até chegar ao Rating O, para quem tem até 250 pontos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quando ocorrem os jogos individuais em eventos oficiais do calendário nacional — como o Brasileirão de Inverno, o Brasileirão de Verão, ou as etapas da Copa Brasil Série Ouro e Copa Brasil Série Prata —, os pontos que você ganha ou perde são calculados por uma tabela fixa de &amp;ldquo;Vitórias Esperadas&amp;rdquo; (quando o favorito vence) e &amp;ldquo;Vitórias/Derrotas Inesperadas&amp;rdquo; (quando ocorre a famosa zebra).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O ponto central do nosso modelo é que esses pontos ganhos na tabela básica são obrigatoriamente multiplicados pelo peso político e técnico do evento. Funciona assim:&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Brasileirão de Inverno / Brasileirão de Verão:&lt;/strong&gt; Peso 18.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Seletiva Nacional:&lt;/strong&gt; Peso 12.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Copa Brasil Série Ouro:&lt;/strong&gt; Peso 9.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Copa Brasil Série Prata:&lt;/strong&gt; Peso 6.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Eventos Estaduais:&lt;/strong&gt; Peso 3.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Torneios Regionais / Ligas:&lt;/strong&gt; Peso 1.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;Embora esse modelo proteja a importância institucional dos grandes torneios, ele gera um efeito colateral: o ranking do atleta passa a depender muito de quantas viagens caras ele consegue financiar para jogar eventos de peso alto (como um Brasileirão de Verão de peso 18), e menos sobre a consistência diária de jogo contra os atletas da sua região.&lt;/p&gt;
&lt;h2 id="o-modelo-usatt-o-algoritmo-da-pontuação-viva"&gt;O modelo USATT: o algoritmo da pontuação viva&lt;a href="#o-modelo-usatt-o-algoritmo-da-pontua%c3%a7%c3%a3o-viva" class="subheading-anchor" aria-label="Link permanente para esta seção"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/h2&gt;&lt;p&gt;Nos Estados Unidos, o sistema elimina as letras e os pesos políticos dos torneios. O rating é um número contínuo e flutuante (geralmente de 100 a 2900+). O cálculo roda em cima de um algoritmo puro de intercâmbio de pontos baseado unicamente na diferença matemática (o chamado &lt;em&gt;differential&lt;/em&gt;) entre os dois oponentes antes de a partida começar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Se um jogador de 1400 pontos joga contra um de 1410, a diferença é pequena e o jogo rende poucos pontos para quem vencer. Mas o verdadeiro motor do engajamento americano está nos &lt;em&gt;upsets&lt;/em&gt; (as zebras). Se um atleta focado e em plena evolução de 1400 pontos surpreende e vence um oponente experiente de 2000 pontos, o algoritmo pune o favorito e injeta massivos 50 pontos de uma vez só no bolso do azarão. Por outro lado, se o favorito de 2000 pontos vencer, ele ganha exatamente zero pontos, porque o sistema entende que aquela vitória era apenas uma obrigação estatística.&lt;/p&gt;
&lt;h2 id="o-impacto-psicológico-uma-linha-de-progressão-mais-lógica"&gt;O impacto psicológico: uma linha de progressão mais lógica&lt;a href="#o-impacto-psicol%c3%b3gico-uma-linha-de-progress%c3%a3o-mais-l%c3%b3gica" class="subheading-anchor" aria-label="Link permanente para esta seção"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/h2&gt;&lt;p&gt;A grande vantagem de uma pontuação dinâmica e unificada no Brasil seria o impacto direto na motivação do atleta, principalmente nos de nível iniciante e intermediário. Em vez de ficar preso a barreiras de categorias que dependem do número de inscritos no dia do torneio, o mesatenista ganha uma linha de progressão individual clara e contínua.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O foco deixa de ser puramente uma medalha em uma chave eliminatória circunstancial e passa a ser uma meta de evolução mensurável. O esporte ganha um senso de progresso muito parecido com os rankings de jogos online ou com o handicap do golfe: você sabe exatamente onde está no mapa do tênis de mesa nacional e o quanto precisa melhorar para atingir o próximo degrau. O seu adversário deixa de ser só um oponente desconhecido e vira também um desafio matemático claro.&lt;/p&gt;
&lt;h2 id="independente-do-sistema-a-evolução-é-na-mesa"&gt;Independente do sistema, a evolução é na mesa&lt;a href="#independente-do-sistema-a-evolu%c3%a7%c3%a3o-%c3%a9-na-mesa" class="subheading-anchor" aria-label="Link permanente para esta seção"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/h2&gt;&lt;p&gt;É claro que uma mudança dessa magnitude traria desafios logísticos gigantescos para a CBTM gerenciar em um país com dimensões continentais como o Brasil. Mas enquanto os bastidores políticos debatem fórmulas, planilhas e pesos de torneios, a dura realidade do tênis de mesa permanece idêntica em qualquer lugar do mundo: quem não treina sério e não estuda o jogo, fica estagnado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No fim das contas, seja contando letrinhas de ratings estáticos ou subindo números em um algoritmo vivo, a única forma real de evoluir é mantendo o foco em ajustar seus movimentos e aprimorar sua tática.&lt;/p&gt;
&lt;h2 id="queremos-ouvir-você"&gt;Queremos ouvir você!&lt;a href="#queremos-ouvir-voc%c3%aa" class="subheading-anchor" aria-label="Link permanente para esta seção"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/h2&gt;&lt;p&gt;Agora a mesa é sua: você prefere o nosso sistema atual da CBTM, baseado em faixas de letras bem definidas(divisões) e pesos por importância de campeonato, ou acha que um modelo de pontuação viva por algoritmo, igual ao USATT, traria mais justiça e motivação para os mesa-tenistas amadores do Brasil? Deixe o seu comentário aqui embaixo e participe do debate!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;PS: Agora que você chegou ao fim do texto e já exercitou o cérebro com tanta teoria, que tal dar uma passada na nossa loja para garantir que o seu material esteja tão afiado quanto a sua mente tática? Não adianta ter rating de Ma Long se a borracha está mais lisa que sabonete! 🏓🔥&lt;/p&gt;
&lt;p class="bl-btn-wrap"&gt;&lt;a class="bl-btn bl-btn--primary bl-btn--lg" href="https://www.360tt.com.br/" target="_blank" rel="noopener"&gt;Visite a loja 360TT&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description></item><item><title>Quem é o GOAT do Tênis de Mesa? 100 Anos de História e Mágica</title><link>https://blog.360tt.com.br/2026/04/27/100-anos-de-tenis-de-mesa-ittf/</link><pubDate>Mon, 27 Apr 2026 20:02:00 -0300</pubDate><guid>https://blog.360tt.com.br/2026/04/27/100-anos-de-tenis-de-mesa-ittf/</guid><description>
&lt;div style="position: relative; padding-bottom: 56.25%; height: 0; overflow: hidden;"&gt;
&lt;iframe allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share; fullscreen" loading="eager" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" src="https://www.youtube.com/embed/GZCYLy8NRnY?autoplay=0&amp;amp;controls=1&amp;amp;end=0&amp;amp;loop=0&amp;amp;mute=0&amp;amp;start=0" style="position: absolute; top: 0; left: 0; width: 100%; height: 100%; border:0;" title="YouTube video"&gt;&lt;/iframe&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;A ITTF acaba de lançar um documentário épico (vídeo acima) celebrando o centenário do nosso esporte (1926-2026). São 40 minutos de história pura, mas como o vídeo está em inglês, eu fiz questão de dissecar cada detalhe para trazer para você o que realmente importa. Esta não é apenas uma retrospectiva; é a história das revoluções que moldaram a raquete que você segura hoje.&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;TL;DR:&lt;/strong&gt; o documentário da ITTF conta como o jogo nasceu &lt;a href="#o-in%c3%adcio-quando-as-raquetes-eram-rolhas"&gt;nos porões britânicos&lt;/a&gt;, foi virado pela &lt;a href="#a-revolu%c3%a7%c3%a3o-da-esponja-e-o-fim-do-marty-supreme"&gt;esponja de Hiroji Sato&lt;/a&gt;, teve o &lt;a href="#su%c3%a9cia-o-milagre-e-a-orquestra-de-glenn-%c3%b6sth"&gt;milagre sueco&lt;/a&gt; e a &lt;a href="#china-a-sinfonia-ininterrupta"&gt;sinfonia chinesa&lt;/a&gt;, e termina com a &lt;a href="#brasil-hugo-calderano-e-o-futuro"&gt;Copa do Mundo de 2025 de Hugo Calderano&lt;/a&gt;. No fim, &lt;a href="#o-veredito-do-t%c3%a9cnico-quem-%c3%a9-o-seu-goat"&gt;o técnico escolhe seus GOATs&lt;/a&gt;: Deng Yaping, Waldner e Ma Long.&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;div class="bl-alert bl-alert--tip" role="note"&gt;
&lt;p class="bl-alert-title"&gt;&lt;svg height=18 aria-hidden="true" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" fill="none" viewBox="0 0 24 24" stroke-width="2" stroke="currentColor" aria-hidden="true"&gt;&lt;path stroke-linecap="round" stroke-linejoin="round" d="M9.663 17h4.673M12 3v1m6.364 1.636l-.707.707M21 12h-1M4 12H3m3.343-5.657l-.707-.707m2.828 9.9a5 5 0 117.072 0l-.548.547A3.374 3.374 0 0014 18.469V19a2 2 0 11-4 0v-.531c0-.895-.356-1.754-.988-2.386l-.548-.547z"/&gt;&lt;/svg&gt;&lt;span&gt;Dica&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ao assistir o vídeo, ative a exibição de legendas geradas automaticamente em inglês e depois configure a tradução automática para português. Com isso você assiste com legendas em PT-BR.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;h2 id="o-início-quando-as-raquetes-eram-rolhas"&gt;O início: quando as raquetes eram rolhas&lt;a href="#o-in%c3%adcio-quando-as-raquetes-eram-rolhas" class="subheading-anchor" aria-label="Link permanente para esta seção"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/h2&gt;&lt;p&gt;Você sabia que o tênis de mesa começou como &lt;strong&gt;Whiff-Waff&lt;/strong&gt; nos clubes britânicos? No final do século XIX, era um passatempo de elite após o jantar. Foi só em 1926 que a ITTF foi fundada em Londres. Naquela época, a Hungria dominava tudo. O lendário &lt;strong&gt;Victor Barna&lt;/strong&gt;, com suas surreais 41 medalhas em mundiais, era o rosto do esporte.&lt;/p&gt;
&lt;figure class="bl-frase"&gt;
&lt;p&gt;O jogo mudou de nome, mudou de mesa e mudou de regras, mas a essência competitiva nasceu nos porões londrinos e conquistou o planeta.&lt;/p&gt;
&lt;/figure&gt;
&lt;h2 id="a-revolução-da-esponja-e-o-fim-do-marty-supreme"&gt;A revolução da esponja e o fim do &amp;ldquo;Marty Supreme&amp;rdquo;&lt;a href="#a-revolu%c3%a7%c3%a3o-da-esponja-e-o-fim-do-marty-supreme" class="subheading-anchor" aria-label="Link permanente para esta seção"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/h2&gt;&lt;p&gt;O documentário destaca uma ruptura dolorosa em 1952. Até ali, o americano &lt;strong&gt;Marty Reisman&lt;/strong&gt;, o &amp;ldquo;Marty Supreme&amp;rdquo;, era o rei do &lt;em&gt;hardbat&lt;/em&gt;. Tudo mudou quando o japonês &lt;strong&gt;Hiroji Sato&lt;/strong&gt; apareceu com uma esponja grossa e macia. Sato não fazia o som clássico do impacto; a bola saía silenciosa, mas com um efeito e velocidade que Reisman não conseguia ler. Foi o início do tênis de mesa moderno.&lt;/p&gt;
&lt;h2 id="suécia-o-milagre-e-a-orquestra-de-glenn-östh"&gt;Suécia: o milagre e a orquestra de Glenn Östh&lt;a href="#su%c3%a9cia-o-milagre-e-a-orquestra-de-glenn-%c3%b6sth" class="subheading-anchor" aria-label="Link permanente para esta seção"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/h2&gt;&lt;p&gt;Muitos dizem que &lt;strong&gt;Jan-Ove Waldner&lt;/strong&gt; enfrentou a China sozinho, mas o documentário e a história provam que ele era o sol de uma constelação impecável. Sob o comando estratégico de &lt;strong&gt;Glenn Östh&lt;/strong&gt;, a Suécia construiu o maior desafio que a &amp;ldquo;Muralha&amp;rdquo; já enfrentou:&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Jan-Ove Waldner (o Mozart):&lt;/strong&gt; o primeiro homem a completar o Grand Slam. Foi ouro olímpico em Barcelona (1992) e bicampeão mundial de simples (1989 e 1997). O vídeo destaca o feito absurdo de Manchester em 1997, onde ele foi &lt;strong&gt;campeão mundial sem perder um único set&lt;/strong&gt;, 21 a 0 na contagem geral.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Jörgen Persson:&lt;/strong&gt; o pilar de consistência. Campeão mundial de simples em Chiba (1991), Persson foi o parceiro ideal de Waldner, chegando a finais históricas e mantendo a Suécia no topo por quase duas décadas.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Mikael Appelgren:&lt;/strong&gt; o mestre do controle e do contra-ataque. Foi tricampeão europeu de simples e campeão mundial de duplas. Sua canhotinha era o pesadelo dos chineses, sendo fundamental nas vitórias por equipes.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;strong&gt;O domínio por equipes:&lt;/strong&gt; a Suécia não apenas vencia, ela dominava. Foram &lt;strong&gt;quatro títulos mundiais por equipes&lt;/strong&gt; (1989, 1991, 1993 e o histórico retorno em 2000). O documentário relembra com reverência o 5 a 0 aplicado sobre a China na final de Dortmund em 1989, um placar que chocou o planeta.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;Completavam esse time de lendas nomes como &lt;strong&gt;Erik Lind&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Peter Karlsson&lt;/strong&gt;, provando que o milagre sueco foi, acima de tudo, um triunfo do trabalho coletivo e da inteligência tática.&lt;/p&gt;
&lt;h2 id="china-a-sinfonia-ininterrupta"&gt;China: a sinfonia ininterrupta&lt;a href="#china-a-sinfonia-ininterrupta" class="subheading-anchor" aria-label="Link permanente para esta seção"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/h2&gt;&lt;p&gt;Desde 1996, a China conquistou quase 90% de todos os títulos mundiais disponíveis. O documentário detalha como essa hegemonia foi construída através de lendas que moldaram o jogo moderno:&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;strong&gt;A dinastia feminina:&lt;/strong&gt; o vídeo reverencia a era de Deng Yaping (a primeira grande soberana), seguida por Wang Nan e a &amp;ldquo;invencível&amp;rdquo; Zhang Yining, que se aposentou no auge como campeã olímpica e mundial.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Os arquitetos táticos:&lt;/strong&gt; a transição para o tênis de mesa moderno passou pelas mãos de Liu Guoliang (mestre do pino curto e do saque) e Kong Linghui, os primeiros a unificar os grandes títulos.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;strong&gt;O trio de ouro:&lt;/strong&gt; o documentário destaca a era de Wang Liqin (o gigante da potência física), Ma Lin (o mestre da sensibilidade e do estilo caneta clássico) e Wang Hao, o homem que revolucionou o &lt;em&gt;backhand&lt;/em&gt; de caneta (RPB) e foi o mentor direto da geração seguinte.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Os fenômenos modernos:&lt;/strong&gt; não há como falar de história sem citar Zhang Jike, o &amp;ldquo;cachorro louco&amp;rdquo;, que detém o recorde de Grand Slam mais rápido da história (445 dias), e o sucessor imediato Fan Zhendong, que consolidou sua grandeza ao herdar o trono mundial com uma técnica impecável.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;strong&gt;O capitão:&lt;/strong&gt; e, no centro de tudo, Ma Long. O vídeo o consagra como o único homem a conquistar o Grand Slam duplo, definindo o que significa ser a perfeição sobre duas pernas.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;O vídeo ressalta que o austríaco &lt;strong&gt;Werner Schlager&lt;/strong&gt;, em 2003, foi o último não chinês a conquistar o título mundial de simples masculino, um lembrete do quão implacável é o sistema de treinamento chinês.&lt;/p&gt;
&lt;h2 id="brasil-hugo-calderano-e-o-futuro"&gt;Brasil: Hugo Calderano e o futuro&lt;a href="#brasil-hugo-calderano-e-o-futuro" class="subheading-anchor" aria-label="Link permanente para esta seção"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/h2&gt;&lt;p&gt;O clímax para nós brasileiros é ver o destaque dado ao &lt;strong&gt;Hugo Calderano&lt;/strong&gt;. O documentário celebra Hugo como a grande força que mudou o equilíbrio do esporte na era WTT.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O título de Hugo na &lt;strong&gt;Copa do Mundo de 2025&lt;/strong&gt; é citado como o marco em que o mundo percebeu que a hegemonia chinesa tem fissuras reais. O Brasil não é mais apenas um participante; somos protagonistas da história centenária da ITTF.&lt;/p&gt;
&lt;h2 id="o-veredito-do-técnico-quem-é-o-seu-goat"&gt;O veredito do técnico: quem é o seu GOAT?&lt;a href="#o-veredito-do-t%c3%a9cnico-quem-%c3%a9-o-seu-goat" class="subheading-anchor" aria-label="Link permanente para esta seção"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/h2&gt;&lt;div class="bl-alert bl-alert--note" role="note"&gt;
&lt;p class="bl-alert-title"&gt;&lt;svg height=18 aria-hidden="true" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" fill="none" viewBox="0 0 24 24" stroke-width="2" stroke="currentColor" aria-hidden="true"&gt;&lt;path stroke-linecap="round" stroke-linejoin="round" d="M13 16h-1v-4h-1m1-4h.01M21 12a9 9 0 11-18 0 9 9 0 0118 0z"/&gt;&lt;/svg&gt;&lt;span&gt;Nota&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;GOAT&lt;/strong&gt; é uma sigla em inglês para &amp;ldquo;Greatest of All Time&amp;rdquo; (o melhor de todos os tempos).&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;Depois de 100 anos de evolução, quem são os maiores de todos os tempos? Aqui está a minha escolha:&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;strong&gt;🏆 No feminino:&lt;/strong&gt; para mim, é Deng Yaping. A agressividade e a mentalidade dela eram de outro planeta. Ela não apenas vencia; ela dominava a alma das adversárias.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;strong&gt;🌍 No masculino (Terra):&lt;/strong&gt; Jan-Ove Waldner foi o melhor de todos os tempos do Planeta Terra. A criatividade e o &amp;ldquo;feeling&amp;rdquo; dele eram humanos, porém geniais.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;strong&gt;🌌 No masculino (Galáxia):&lt;/strong&gt; o Ma Long&amp;hellip; bem, o Ma Long é o melhor de todos os tempos da Galáxia. Aquele cara não é humano. É uma máquina de eficiência construída por alienígenas.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;O vídeo citou Victor Barna, Angelica Rozeanu, Waldner, Deng Yaping, Ma Long, Hugo Calderano e tantos outros. Quem leva o título de GOAT para você? Existe algum outro nome que o vídeo esqueceu?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Agora quero ouvir você:&lt;/strong&gt; qual é o seu GOAT? Deixe seu comentário abaixo, vamos debater esses 100 anos de paixão!&lt;/p&gt;</description></item></channel></rss>