Double Happiness: a história da DHS, a marca que se confunde com o tênis de mesa chinês

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Se você joga tênis de mesa, já viu as três letras mil vezes: na bola do treino, na borracha do seu forehand, na mesa colorida da transmissão do Mundial. Pouca gente sabe que DHS quer dizer Double Happiness, “dupla felicidade”, e que o nome nasceu de duas comemorações de 1959, uma delas um título mundial. Muito mesatenista, aliás, chama de double happiness a bola que pega na rede e depois na quina: dupla sorte para quem bate, nenhuma para quem recebe.
Contar a história da DHS é contar a história do tênis de mesa chinês. Desde o primeiro título, as duas andam juntas, num ciclo que se repete por mais de 60 anos: a seleção testa, a fábrica ajusta. Quando a regra muda, os dois se adaptam juntos, e quase sempre saem na frente.
A base deste post é o Guia de Serviço da DHS, o handbook técnico da marca (4ª edição, de 2022, em chinês), que a DHS disponibilizou à 360TT como distribuidora oficial no Brasil. Ele traz uma linha do tempo do esporte e da fábrica. Por ser a versão da marca sobre a própria história, conferi o que deu em outras fontes e aviso quando o dado é só dela.
TL;DR: a bola chegou à China antes da seleção: o esporte desembarcou em Xangai em 1904 e a primeira bola chinesa saiu em 1927 (antes da seleção, a bola). Em 1959, o primeiro título mundial chinês deu o nome à marca, que estreou no Mundial de Pequim, em 1961, o mesmo em que um brasileiro de 15 anos derrubou o campeão. Depois vieram a diplomacia do pingue-pongue, a bola de 40 mm e a Hurricane (o mundo contra a China), a era Ma Long e Paris 2024. No fim, o que essa história ensina a quem joga.

Antes da seleção, a bola
O tênis de mesa nasceu na Inglaterra, no fim do século XIX, como brincadeira de mesa de jantar: raquetes de pele esticada, bolas de borracha ou cortiça enroladas em lã para não estragar os móveis, uma rede apoiada entre duas cadeiras. Por volta de 1890, o inglês James Gibb adaptou uma bola oca de celuloide, de brinquedo, e o jogo ganhou a bola que conhecemos. Daí o esporte foi para o Japão, onde virou takkyu.
Em 1904, Wang Daowu, dono de uma papelaria em Xangai, trouxe do Japão dez jogos completos e deu ao esporte o nome que pegou: pingpang, pelo som da bola. Curiosamente, no Ocidente esse nome tinha dono: a inglesa Jaques registrou “Ping-Pong” como marca em 1901, e nos Estados Unidos os direitos ficaram com a Parker Brothers (hoje são da Escalade). Foi por isso que as federações adotaram o nome table tennis, tênis de mesa. Na China, pingpang virou simplesmente o nome do esporte. Em 1926 nasceu a ITTF, que organizou em dezembro, em Londres, o primeiro Mundial. E Xangai começou a fabricar: em 1927 saiu a primeira bola feita na China; em 1928 e 1929 surgiram as primeiras oficinas de raquetes (uma delas fazia 2 a 3 mil por ano); em 1937, a bola Lianhuan (“anéis encadeados”) foi a primeira chinesa boa para competição. Em inglês, a própria DHS chama essa bola de Double Circle, e os dois anéis entrelaçados sobrevivem até hoje: são a marca da linha de bolas de treino da DHS, como a Double Circle D40+. Em 1946 foi fundada a fábrica de bolas Hualian.


Enquanto isso, o tênis de mesa mundial já tinha dono. O handbook conta essa história em cinco eras, e em cada uma o jogo e o material mudam juntos. De 1926 a 1951, mandou a Europa: 109 dos 117 títulos mundiais, com a empunhadura clássica, jogo de defesa e borracha de pino sem esponja, que dava pouca velocidade e bem pouco efeito; a ideia era errar menos que o adversário. De 1952 a 1959, o Japão virou o jogo duas vezes: trocou a empunhadura clássica pela caneta, para atacar de longe com o forehand, e trouxe a novidade que mudou tudo, a esponja, que deu origem à borracha sanduíche (borracha com esponja), usada até hoje, e multiplicou a velocidade e o efeito.
A China só entrou na ITTF em março de 1953, e no mesmo ano jogou o primeiro Mundial, em Bucareste: ganhou da Áustria e da Suécia, perdeu para a Inglaterra e a Hungria. Entre 1956 e 1958, a Hualian e outras três fábricas de Xangai viraram sociedades com o Estado e formaram a base do que seria a DHS. Em 1957, a Hualian fez a primeira bola chinesa de costura selada. Faltava só o nome.

1959: duas alegrias e um nome
Em 1959, em Dortmund, na Alemanha, Rong Guotuan ganhou o simples masculino do 25º Mundial e se tornou o primeiro campeão mundial da China, em qualquer esporte. No mesmo ano, a República Popular completava dez anos. Duas alegrias. Segundo a DHS e a imprensa chinesa, o primeiro-ministro Zhou Enlai batizou a bola feita em Xangai de Hong Shuang Xi, “dupla felicidade vermelha”, o mesmo nome do símbolo 囍 que os chineses usam em casamentos. Em inglês, Double Happiness. Em sigla, DHS.

O nome tinha um prazo. A China ia sediar o Mundial de 1961 e queria jogar com material próprio, então o país montou um mutirão técnico com fábricas e institutos de pesquisa. Em setembro de 1959, bola e mesa novas foram testadas por jogadores da seleção, entre eles Xu Yinsheng, e aprovadas. Do mesmo esforço saiu a primeira raquete chinesa com borracha lisa e esponja. Em 1960, a bola recebeu a aprovação da ITTF, a primeira de um produto esportivo chinês. Foi a primeira volta do ciclo: a seleção testou, a fábrica ajustou.

1961: Pequim, a estreia em casa
No 26º Mundial, em Pequim, a bola, a mesa e o placar eram DHS: foi a primeira vez que material esportivo feito na China apareceu num campeonato mundial. E a China ganhou em casa as equipes masculinas, o simples masculino e o simples feminino. Para o handbook, é ali que o centro do tênis de mesa passa do Japão para a China, com o ataque rápido perto da mesa, e o esporte vira “esporte nacional”.

🇧🇷 Biriba, 15 anos, contra o campeão do mundo
Naquele mesmo Mundial, em abril de 1961, um garoto de São Paulo escreveu o seu nome na história. Ubiraci Rodrigues da Costa, o Biriba, com 15 anos, venceu Rong Guotuan, o campeão de 1959, cujo título tinha dado nome à DHS. Foi na 3ª rodada do simples masculino, diante de uns 15 mil torcedores chineses, e ele chegou às oitavas de final. Ganhou um telegrama do presidente Jânio Quadros, e a campanha só foi igualada por Claudio Kano em 1987 e superada por Hugo Calderano em 2021.
Não foi um raio em céu azul. Aos 11 anos, Biriba já era campeão sul-americano entre os adultos; aos 13, ganhou em amistosos no Ibirapuera de dois campeões mundiais japoneses, Ichiro Ogimura e Toshiaki Tanaka, a escola que dominava o esporte. Em 18 de novembro de 1958, A Gazeta Esportiva o pôs na capa ao lado de Pelé e Maria Esther Bueno: “o triângulo de ouro dos esportes brasileiros”.

Biriba morreu em São Paulo, em 25 de setembro de 2025, aos 80 anos. Fica aqui a homenagem da 360TT ao primeiro grande nome do tênis de mesa brasileiro.
O resto da década consolidou a dupla. Em 1963, num teste da ITTF, a bola DHS empatou em primeiro lugar com a inglesa Halex. Em 1965, no Mundial de Liubliana, todos os jogadores chineses usaram raquetes DHS (a série “65”), a China levou 5 dos 7 títulos e as chinesas derrubaram o Japão, que dominava o feminino havia oito anos.
A bola pequena moveu a bola grande
A China ficou seis anos fora dos Mundiais e voltou em 1971, em Nagoya, no Japão. Ali aconteceu o episódio mais famoso da história do esporte. O americano Glenn Cowan, de 19 anos, entrou no ônibus da seleção chinesa (por engano, segundo a versão mais conhecida). Zhuang Zedong, tricampeão mundial, foi falar com ele e lhe deu uma pintura em seda das montanhas Huangshan; Cowan retribuiu com uma camiseta com o símbolo da paz. As fotos rodaram o mundo, e dias depois a equipe americana foi convidada a jogar na China, um dos primeiros grupos de americanos a entrar no país desde 1949. Era a “diplomacia do pingue-pongue”, que reaproximou China e Estados Unidos depois de 22 anos de portas fechadas e abriu caminho para a visita de Richard Nixon a Pequim, em fevereiro de 1972. “A bola pequena moveu a bola grande”, como dizem os chineses.
Quem quiser os bastidores tem um ótimo livro: Ping-Pong Diplomacy: The Secret History Behind the Game That Changed the World, do jornalista americano Nicholas Griffin (Scribner, 2014). Ele conta como o tênis de mesa foi usado como instrumento político desde os anos 1950 e duvida até do “acaso” de Nagoya: para ele, os chineses já esperavam Cowan.

Com o esporte de volta à vida no país, a produção da DHS voltou a crescer, e em 1972 a bola dela teve a maior nota geral num teste da ITTF.
Os anos 1970, porém, foram da volta da Europa. Os europeus juntaram o ataque rápido chinês com o topspin japonês e encostaram nos asiáticos. A resposta chinesa veio em 1981: depois de dois anos de reconstrução, a seleção ganhou em Novi Sad os 7 títulos do Mundial, a primeira vez que um país levou tudo em 55 anos de campeonato.
No começo dos anos 1980, a DHS também saiu para o mundo, com a linha PF4 (bola, raquete e borracha), a primeira marca chinesa a abrir mercado lá fora. A PF4 ainda existe, hoje como uma família de borrachas de topsheet pegajoso.

DHS PF4A lendária borracha que levou a DHS para o mundo, atualizada para a bola 40+: o efeito de sempre, com mais velocidade no ataque.
Visitar a loja →Em 1988, em Seul, o tênis de mesa entrou na Olimpíada. Em 1995, a DHS unificou a marca numa empresa só, e a bola dela foi a oficial do Mundial de Tianjin, onde a China, de novo, levou os 7 títulos. Nasce aí o que os chineses chamam de “o mundo contra a China”.

O mundo contra a China
Com a China ganhando tudo, a ITTF passou a mexer nas regras para deixar o jogo mais disputado e mais fácil de ver na TV. A DHS estava dentro dessas mudanças. Em 1996, segundo o handbook, a ITTF encomendou a ela o desenvolvimento da bola maior. A Olimpíada de Sydney, em 2000, foi a última grande competição com a bola de 38 mm, e uma bola DHS: a primeira vez que um equipamento chinês foi o oficial de uma Olimpíada. No mesmo ano, a Copa do Mundo de Yangzhou estreou a bola de 40 mm, também DHS. Contei os detalhes dessa troca no guia das bolas, da 38 mm à 40+. Vieram em seguida as partidas de 11 pontos (2001) e o saque sem esconder a bola (2002).

Nas borrachas, a virada tinha começado em 1998, quando a DHS lançou a borracha já colada na esponja de fábrica. Até então, jogador chinês comprava a cobertura e a esponja separadas. Foi assim que nasceram a G888 (usada por Wang Liqin e Yan Sen ainda na bola pequena) e a família Kuangbiao, que o mundo conhece como Hurricane. Com a bola de 40 mm, a velocidade virou prioridade, e a Hurricane 2 e a Hurricane 3 foram desenhadas para ela.

DHS G888A primeira borracha da DHS já colada na esponja continua em linha: topsheet muito pegajoso, para efeito máximo no ataque de meia distância.
Visitar a loja →Nas madeiras, a história é de volta por cima. Desde os anos 1980, a seleção chinesa usava quase só madeiras estrangeiras. Em 2003, a DHS estudou o jogo de oito jogadores da seleção e lançou madeiras Hurricane com o nome de cada um. Em 2005, no Mundial de Xangai, a Hurricane Wang ajudou Wang Liqin a ganhar o simples e as duplas mistas. Em 2006, a Skyline 2 e a Skyline 3, feitas para Ma Lin e Wang Hao, completavam o time, e 70% dos forehands da seleção já eram de borracha DHS.

Em 2008, a DHS foi fornecedora da Olimpíada de Pequim, e a China ganhou as equipes e os três primeiros lugares nos dois simples.

Logo depois, em 1º de setembro de 2008, entrou em vigor a proibição da cola rápida com solvente (contei essa história em Por que sua cola hoje é à base de água?). É o melhor exemplo do ciclo: a DHS testou com a seleção borrachas menos pegajosas e com pinos mais grossos, e a resposta dos jogadores foi manter a borracha pegajosa. A fábrica então mexeu na esponja. Nasceu a linha NEO, com uma esponja tratada de fábrica para ficar “esticada”, imitando o efeito que a cola dava.
DHS Hurricane 3 NEOA borracha que acompanhou a seleção chinesa da bola de 40 mm até hoje, com esponja NEO tratada de fábrica.
Visitar a loja →A era Ma Long
Ma Long assinou com a DHS em 2008, e a história das madeiras dele mostra o ciclo em detalhe. Segundo o handbook:
- 2008: a primeira Hurricane Long, feita sobre a madeira que ele já usava;
- 2011: ele passa para uma madeira de sete lâminas, só de madeira, e emenda 51 vitórias seguidas a partir do Aberto de Suzhou. A DHS lança a Hurricane Long 2;
- 2012: a Hurricane Long 3, com a cola interna melhorada a pedido dele, e o cabo azul com a meia-lua amarela que virou marca registrada;
- 2013: a Hurricane Long 5, com camadas de carbono e aramida por dentro, com que ganha os Jogos Nacionais;
- 2016: depois do ouro no Rio, a Long 5 ganha uma superfície de batida menor;
- 2021: a edição Gold Slam, para comemorar o feito de Tóquio.


Contei essa evolução, e o que ela ensina sobre trocar de madeira, no post A Lição de Ma Long. Em 2015, com a Long 5 e Hurricane 3 dos dois lados, ele ganhou o Mundial, a Copa do Mundo e o Grand Final. Em 2021, em Tóquio, com a mesma combinação, completou pela segunda vez Olimpíada, Mundial e Copa do Mundo no simples, o “golden grand slam”, e foi o primeiro a conseguir.
Enquanto isso, a bola mudou de novo. Em 2011 a DHS anunciou uma bola de material novo, e a ITTF decidiu aposentar o celuloide, usado por mais de cem anos. A troca valeu a partir de 1º de julho de 2014. Além de mudar o jogo, ela resolveu um problema prático: o celuloide pega fogo fácil e era transportado como carga perigosa; a bola de plástico viaja de avião sem restrição. A primeira bola nova da DHS foi a oficial dos Mundiais e da Olimpíada do Rio; em 2017 veio a de plástico ABS, que deu origem à DJ40+, a bola de Tóquio.
Os números que a DHS publica sobre a seleção chinesa e o mercado mostram o tamanho disso. São dados da própria marca, de 2022, mas impressionam:
O handbook também mostra um lado menos conhecido. Em 2010, os quatro primeiros do simples masculino do Mundial jogavam com material DHS. Em 2017, a marca lançou a Gold Arc 5 e a Gold Arc 8, borrachas de topsheet não pegajoso, no estilo europeu, feitas na Alemanha pela ESN e testadas por Wang Liqin e Ma Long. E, em 2022, a Hurricane 9 em cores, depois que a ITTF liberou a borracha colorida. No backhand, a borracha DHS também ganhou espaço com a bola 40+: 32% dos backhands da seleção em 2022.
De Paris 2024 até hoje
O handbook é de 2022, então daqui para a frente as fontes são a ITTF e a imprensa especializada. Em Paris 2024, a DHS foi a fornecedora oficial das mesas e redes do torneio olímpico e paralímpico, com uma mesa feita para os Jogos a partir da Rainbow II. Foi a sétima Olimpíada seguida com material DHS, de Sydney a Paris.
Em abril de 2025, a ITTF renovou com a DHS como fornecedora oficial das mesas das finais dos Mundiais de 2025 a 2028, a começar por Doha, com a mesa Rainbow. Foi nela que Hugo Calderano chegou à final do Mundial, a melhor campanha de um brasileiro na história.

🏓 Curiosidades do handbook
- A bola de 44 mm: em 2003, a DHS lançou uma bola maior, mais lenta e com menos efeito, para lazer e iniciação. Hoje ela é usada na educação física das escolas chinesas.
- O medidor da raquete: o aparelho que mede a espessura da borracha no controle de raquetes das competições internacionais é fornecido pela DHS.
- Mesa de museu: a mesa Rainbow dos Jogos de Londres 2012, com os arcos em forma de anéis olímpicos, foi guardada para sempre pelo Comitê Olímpico Internacional, na sede da Suíça.
- Mesa de Pequim: a mesa da Olimpíada de 2008 foi desenhada a partir do caractere chinês de Pequim, 京.
- Bola de duas cores: em 2014, a DHS e a federação chinesa testaram uma bola de duas cores, que deixa o efeito mais visível na TV e para quem recebe.
- As taças do Mundial: cada um dos 7 títulos tem uma taça com nome próprio, como a Swaythling (equipes masculinas) e a Corbillon (equipes femininas). São de prata e passam de campeão para campeão: quem ganha só grava o nome.


Bola DHS D40+ ABS Bi Colour (caixa com 10)A versão de duas cores da D40+: o efeito fica visível girando, ótima para treinar a leitura de efeito.
Visitar a loja →Folheie o handbook
Para quem quiser ver o original, aqui vão algumas páginas do handbook da DHS: a capa, as nove páginas da linha do tempo que serviram de base para este post, a página das madeiras do Ma Long e a da história das bolas. Clique em qualquer uma para ampliar.
Capa
1890–1937
1946–1963
1965–1989
1995–2000
2000–2005
2007–2009
2010–2014
2014–2020
2021–2022
Madeiras do Ma Long
História das bolasO que essa história ensina a quem joga
🤓 Visão técnica 360TT
Lendo a linha do tempo inteira, uma coisa salta aos olhos: o material muda porque a regra muda. Bola de 40 mm, fim da cola rápida, bola de plástico: cada mudança da ITTF obrigou os fabricantes a refazer borracha, esponja e madeira. A DHS teve a vantagem de estar dentro dessas decisões e de testar tudo com a seleção mais forte do mundo antes de chegar à loja.
Por isso a borracha chinesa é do jeito que é. A Hurricane, pegajosa e dura, nasceu para o estilo chinês, que gera velocidade e efeito com a técnica: é ela que põe energia de verdade na esponja dura. Com pouca energia, a borracha parece lenta; com técnica, vira praticamente duas borrachas em uma, com controle nas bolas passivas pelo grude do topsheet e potência pela esponja dura. Expliquei isso em detalhe em Enfim, qual borracha usar? O método da hipótese nula, onde também conto como o resto do mundo adotou as borrachas tacky e híbridas, puxado pela alemã ESN, a mesma que faz a Gold Arc da DHS.
A outra lição é mais simples: o que a seleção chinesa usa está na loja, com diferença de controle de qualidade entre as versões (expliquei no guia da Hurricane 3). Desde 2023, a 360TT é distribuidora oficial da DHS no Brasil, e foi como distribuidora que recebemos da DHS o handbook que serviu de base para este post.
Agora quero ouvir você: qual foi o seu primeiro material DHS? Uma PF4, uma Hurricane, uma caixa de bolas do clube? Conhecia essa história? Conta aqui nos comentários.
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